Olha o bem-te-vi que eu tenho de monte no quintal :-)
(Source: fairy-wren, via dbmurphy)
Loneliness
(Source: packingupandleaving, via dbmurphy)
I like it. Like it.
(via whatshewanted)
“Fecham-se as cortinas, apagam-se as luzes… As pessoas levantam-se de suas poltronas e caminham em direção à saída com ar estupefato resultante do ato que acabaram de presenciar…”
“I thought you wanted my lovin’
But it’s my heart that you stole”
Tristan’s Ascension (The Sound of a Mountain Under a Waterfall) by Bill Viola, photographed by Kira Perov, 2005
(via fairytalesandfrills)
E aí, como está fulana?
-Gorda. Infelizmente isso é tudo o que posso dizer sobre ela.
Esse foi o início de uma conversa com alguém que eu não via havia anos e, de praxe, perguntou sobre algumas pessoas que eram próximas a mim. Como tudo tem começo, meio e fim essa proximidade não mais existe, como aconteceu com várias outras que nem merecem citação.
A resposta foi impiedosa e imediata pois, de uns tempos pra cá tento evitar relações mais intimistas com pessoas que já provaram que a decepção é mero caso de tempo. Falei apenas o que pude comprovar com meus olhos. Não sei se a fulana está bem ou mal, se progrediu ou regrediu na vida, se namora ou se está casada. Não me interesso mais pela vida alheia.
Este desinteresse tem causas e nomes. Duas pessoas que eu quase idolatrava provaram ser verdadeiros imbecis recentemente.
O primeiro era o ídolo. O gato. O fodão. O conheci numa fase em que ele estava tentando “um rumo certo” na vida. Conversávamos demais. Aprendi muito com ele. Passávamos madrugadas em claro a assistir filmes, jogar videogame, filosofar sobre a vida. Mas eu não tinha lá tanto interesse que o affair virasse caso sério, e ao mesmo tempo fui trocada pelo que na época chamaram de minha sósia. Acontece que a menina era linda, simpática e muito gostosa (nenhuma semelhança não é?). Os dois faziam um casal lindo, tenho que admitir. Perfeita união de duas pessoas de bem com a vida e que se aceitavam do jeito que eram. Certo dia o amor acabou. Houve briga, rancor e verdades jogadas ao vento. Para minha surpresa “o fodão” saiu machucado, mesmo sendo culpado de toda a desilusão. Porém, homem que é homem não admite fraqueza e ele logo partiu pra outra, com uma menina de 16 anos ( quase 30 anos a menos que o cara). Eu, além de perplexa, ri do contexto todo. O cara era o maioral. Ganhou na mega-sena, jogou o prêmio fora e foi buscar consolo no jogo da raspadinha.
Ou foi trauma de relacionamento com mulheres, ou o cara virou pedófilo. O que quer que seja, pra mim ele virou um otário. Um babaca. Jackass.
O segundo caso, foi uma pessoa culta, famosinha, que por trás das conversas com a galera toda se mostrava um ser bem frágil, dócil e irremediavelmente deprimido. Eu estava na melhor época da minha vida. Não sei dizer se me aproximei por curiosidade, por dó, por paixão ou pela disputa que rolava nos bastidores. Só sei que eu caí.
Foram incontáveis declarações, ligações no meio da noite, pedidos de casamento e convitinhos de tardes de romance. O que eu fui saber mais tarde me deixou completamente fora dos eixos. O que ele dizia pra mim, também dizia pra muitas outras. O que ele fazia comigo, também fazia com muitas outras. E ainda por cima espalhava os fatos como se fosse algo digno de muito mérito. E de repente começou a me colocar contra as pessoas que tentaram abrir meus olhos. Só sei que a imagem do culto coitadinho cachorrinho abandonado foi desaparecendo. E eu me decepcionei ainda mais pelo ser humano.
Foram esses acontecimentos que me deixaram pouco interessada pela vida alheia. Hoje só me aproximo das pessoas mais pé-no-chão, e que são mais transparentes.
Portanto, quando você quiser saber de algum afeto ou desafeto meu, deixa uma mensagem pra ele no facebook. Isso vai me poupar de relembrar muita coisa. E eu não sou o Nelson Rubens, ok ok?
Oh! Sometimes I gotta a good feelin’
I got a feelin’ that a never never never had before, no no..